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O que faz crescer uma empresa?

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Uma década de Google
Nos últimos dias, vimos a disponibilização da versão Beta do browser CHROME (já devidamente instalada aqui e satisfazendo grande parte das expectativas) do Google , que também chega a sua primeira década, de uma impressionante presença na vida eletrônica, on line, da sociedade mundial.

Chamado por alguns de 'Gigante', com essa iniciativa de competir no mercado de navegadores, apresenta agora um elenco de mais de 40 produtos.

A imagem ao lado é da sede Googleplex da Califórnia (EUA) e atinge 85.000m², sendo que o início de tudo foi numa garagem, em Menlo Park, no mesmo Estado Norte-Americano. Larry Page e Sergey Brin, nestes 10 anos, saltaram de sua garagem para um empreendimento estimado hoje em mais de US$85,000,000.00.

O antigo projeto universitário, que objetivava um grande número de informações da mais prima obra da biblioteca de Stanford, ultrapassou Microsoft, Yahoo, Alta Vista e muitas outras. E há um projeto em andamento para internet via satélite a baixo custo, numa parceria com HSBC e outra empresa, a Liberty Global, no qual irão adquirir em consórcio mais de 10 satélites de operação em baixa órbita, dando cobertura a regiões periféricas à linha  do Equador.

Google começou operar com uma verba de US$100,000.00. O estudo avançado na informática proporcionou a especialização de seus fundadores, a inovação em mecanismos de busca e o praticamente domínio total do mercado on line.

Uma história familiar
Já no Brasil, no mais interior recanto do Estado de Goiás, uma família iniciava, talvez nos anos 40, uma atividade mercantil de sobrevivência, através da compra de bois, corte e revenda da carne. O patriarca não pode estudar em escolas de qualquer nível, o primogênito, já nos anos 60 teve melhor sorte e freqüentou colégio em Brasília. Algumas décadas depois já possuíam um modesto açougue.

Agora, século XXI, neste 2008, o empreendimento é avaliado como o maior exportador de carnes do planeta, tendo sedes em vários países, empregos diretos e indiretos na casa dos 100.000, e faturamento divulgado nas dezenas de bilhões de dólares.

Free Boi, de Jão Batista Sobrinho apresenta essas marcas admiráveis, domínio mundial no setor, controle ainda familiar e uma força mercantil sem fim. Nesta história não temos o conhecimento tecnológico no início, mas agregado no passar dos anos.

Como comparar o diferente?  
Bem, não se compara uma tulipa com uma rosa nem com uma orquídea. Assim como não se compara uma pessoa com outra. Em tudo encontramos valores. E podemos formar opiniões.

No caso do Google podemos entender que de cara duas mentes brilhantes inovaram algo em função de estudos e aplicação. No caso Free Boi vemos uma luta de vida de necessidades e empenho. Talvez um pouco de sorte.

Mas há algo que pode ser comum aos dois casos. Algo que abrange iniciativa, atitude, seriedade e visão. Talvez o que esteja sendo alvo das grandes consultorias nos tempos atuais, quando se olha para a melhoria do ser humano, uma vez que um empreendimento qualquer, só poderá ser levado ao sucesso pelas pessoas que nele operam, que dele dependem e que numa união de esforços obtenham resultados.

Uma máquina, por mais perfeita que seja, é fruto da mente humana. Uma idéia só pode sair de uma mente humana. Ao menos ainda neste início do novo século. Portanto, a pessoa humana precisa ter um melhor trato. Não apenas ser orientada e cobrada, mas ser orientada e educada. Formada. Estimulada a otimizar seus talentos, conhecimentos.

E isso necessariamente precisa ser feito desde os primeiros anos de vida. A criança bem preparada será empreendedora, funcionária de uma organização ou em sua própria. Vemos muita propaganda sobre investimentos no ensino, por parte do Governo Brasileiro, mas basta andar pelos bairros próximos de nossas casas, para se deparar com outra realidade. 

Crianças pelas ruas em badernas nada infantis, inadequadas, em certos casos fazendo uso de drogas, e em muitas vezes longe de locais de marginalidade... no seio das áreas mais familiares.

O que buscar entender?
O que vemos, nestes casos de sucesso empresarial nada mais é que exceção. E nosso país, por exemplo, tem algumas histórias de exceção, mas precisamos mudar esse foco. Precisamos preparar melhor a criança, num plano amplo, não só nos discursos e nas propagandas. O Brasil só crescerá realmente, para muitos, quando muitos estiverem preparados para uma concorrência global desleal e secular.

Não nos iludamos! 
Nem todos serão um Kaká no futebol. Nem todos serão Maggi no atletismo. Muito poucos serão Boal, recém indicado ao Nobel, apesar de esquecido no Brasil. Quase ninguém será um Page ou um Brin com algum empreendimento de internet. Quase ninguém chegará a uma outra Free Boi. Não temos formação acadêmica e humana para gerarmos gente forte e empenhada. Precisamos mudar isso e logo. O que faz crescer uma empresa? Pessoas. O que faz crescer um país? Pessoas e empresas.

E estamos, particularmente, num período ideal para pensarmos, refletirmos sobre isso. Temos uma eleição em breve. Não vá votar sem muito antes entender o que se passa. Sem que saiba realmente em quem está votando. Seu voto garante 4 anos de dinheiro fácil para uma minoria que não irá sequer tomar conhecimento das reais necessidades dos seus ideais. Das suas necessidades. A menos que você tenha uma atitude consciente.

Vote em quem pensa verdadeiramente na educação de nossas crianças. Na vida de nosso povo. São poucos, mas existem. A mudança, ainda que muito lenta, começa em cada um de nós. 

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