Entrepost: pequenos comentários nesta passagem de ano
Não considero este como o primeiro post de 2009. Mas o anterior foi o último de 2008. Então chamarei este de 'Entrepost'. Farei comentários sempre de forma breve. E estes serão sempre chamados de 'Entreposts' só pra tirar o peso, suavemente, da responsabilidade de uma rígida formatação textual e contextual.
Tenho direito à opinião. E sei entender as dos outros. Mas nem sempre preciso concordar. Nem você.
Lula o otimista... claro... prepara sua sucessão...
Joelmir, numa das rádios mais tradicionais, no início desta tal crise, afirmou tácitamente que a coisa jamais chegaria aqui. Era uma coisa muito pequena lá nos EUA.
Contudo, estatísticas oficiais à parte, habilitando a minha estatística vivencial, testemunhal, o que vejo é empresas 'parando'... dispensando mão-de-obra... desesperadas promoções em fortes setores produtivos, varejo, etc.
Muitos amigos desempregados. Outros se virando com os 'bicos'. Em meados de novembro, eu mesmo tive 3 projetos, consideráveis, com início previsto para dezembro, visando ações de começo de ano, 'suspensos até as coisas se definirem'. Então a tal coisa pequena de 'lá' me acertou, no alvo.
Então eu fico alerta. A mídia de porte, a oficial, promulga um 'mantra' para que o povo se envolva no otimismo oportuno. A vida, a verdadeira, aqui embaixo, do povo, mostra um cotidiano diferente. É óbvio que temos que olhar adiante, buscar soluções, alternativas, lutar por algo melhor.
Mas nem por isso somos obrigados a passarmos por essas tentativas de nos fazerem do tolos. Olhamos, vemos, sentimos, reconhecemos a realidade. A realidade dos abusos da classe politica, a realidade que castiga o mais distante do poder... A realidade que permanece... além da fantasia dos discursos e dos planos de sustentação do poder pelo 'favor'.
O que é impressionante, mesmo debaixo deste prisma, é que coisas boas também fazem parte desta realidade. E aí eu fico imaginando, se não fosse esse reino podre remanescente do lixo da história, onde poderia estar o Brasil?
Pela internet, informações correm soltas, livres e ágeis. Alguém já viu uma imagem captada por satélites, que mostram aglomeração de pontos de luz, dos países, quando em período noturno? Eu não vou linkar nada. Apenas quero comentar o que vi quando o Brasil foi exibido. Tive a impressão que nem 20% do território estava ocupado.
E isso é uma verdade. Talvez a precisão não se faça presente aqui, mas de forma geral a verdade é que não temos nem ocupação nem bom uso da grande maioria de nossas terras. Aliás, essa dispersão é a ferramenta dos que desmatam, dos que contrabandeiam madeira, pedras, ouro, e saberíamos lá o que mais...
Nossos governantes não tem, de longe, nenhuma intenção de se dedicar a isso, de forma séria. O que é uma pena. O que fez a China para saltar para o pico da economia mundial? Produziu. Usou espaço e gente para produzir. E essa conversa que lá tem trabalho escravo não é bem verdade. O custo de vida, relativo, lá, proporciona uma vida de operário mais tranquila que a de muitos administrativos por aqui.
Aqui, o espaço está abandonado e o povo recebe bolsa pra ficar coçando. Quanto se gasta? Mas isso é feito onde não se pode produzir nada devido a problemas com terra, falta de água, etc...
Em tempo: Holanda secou o mar para produzir. Israel irrigou desertos para produzir (no meio de guerras sem fim...). Aqui? O que se faz? Encobre-se o problema e se disfarça a perda. Há uma ferramenta: Discurso, Propaganda. Temos a Natureza, ainda vívida, esperando pelo convívio inteligente e saudável. Produtivo. Sustentável. Precisamos apenas sair do discurso. Trabalho.
E por falar em trabalho, temos um calendário para 2009 no mínimo preocupante. Entre os feriados prolongados serão 41 dias parados. Some-se aos 4 meses que se trabalha pra pagar impostos, mais os 30 de férias e temos em 2009 um impacto na força produtiva...
Joelmir já disse que isso não é problema, pois há transferência de consumo entre setores da economia...
Eu entendo até. É verdade. Quem sai em viagem leva seu dinheiro e gasta em seu destino... mas... quem paga o salário, os encargos, as férias... sente na carne os 41 dias, a mais, parados.
É fácil opinar no generalismo, no macro... julgar insignificante o custo de outro, quando não se o tem. Enfim... o macro e o micro são partes do todo.
De qualquer forma é um tempo novo, ao menos pelos mecanismos de controle criado pelo homem.
E aproveitando que estamos aqui, se tiver um tempinho, cerca de dois minutos no total, acesse o link abaixo e assista meu meio vídeo, e depois doe seu click na 5ª estrela da direita. Você estará ajudando um 'véio' sonhador...
Abração do P!
Saúde!
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