Evoluímos?
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Na imagem ao lado alguns nomes e e-mails anotados em guardanapo na noite do sábado passado, numa lanchonete daqui da cidade.
Havia muito mais gente, mas fui nos mais chegados, para não parecer incômodo demais.
Antes de tudo, permitam-me breve comentário. Em 2009, mais da metade do ano eu dediquei à participação e colaboração com atividades da Secretaria Municipal de Cultura daqui, buscando os objetivos do bem comum. Participei das Pré-Conferências de Cultura - com exceção de duas por descontrole de agenda.
Fiz (faço... será?) parte do Grupo de Trabalho que gerou as premissas para a Criação do Conselho Municipal de Cultura, fui Delegado eleito para a Conferência Estadual de Cultura, onde conseguimos eleger uma representante da cidade para a Conferência Nacional - a se realizar agora em 2010.
Fora algumas outras atividades, que até então me proporcionaram uma sensação de fazer algo em prol de um futuro melhor no âmbito cultural da cidade. Mesmo não tendo certeza do que realmente acontecerá no futuro, posso testemunhar que um bom trabalho foi realizado e há nele um empurrãozinho meu, na tentativa de levar adiante um montante de propostas.
Das Conferências realizadas em São Caetano do Sul, o aspecto que mais me alegrou e me tornou esperançoso, até então jamais percebido na cidade, foi o diálogo aberto, praticado com profundidade e respeito, em certos casos diria mesmo carinho, que a Secretaria Municipal de Cultura promoveu com a Sociedade Civil.
Um documento com as propostas foi gerado partindo das exposições, discussões, orientações e reivindicações, num harmonioso evento, democrático e humano.
Até aqui, tento expôr minha condição de cidadão que tenta participar de algo que melhore a cidade num dado aspecto.
E apoio mesmo qualquer coisa que seja feita no sentido de melhorar a cidade, pois nela vivo, apesar de nem sempre dela sobreviver.
Entristece-me ver que ainda existem jovens circulando pela cidade, aparentemente irreverentes, mas que no fundo movimentam um velado comércio de drogas. Revolta-me saber que em algum local da cidade houve algum furto, roubo ou assassinato.
Queria uma cidade livre do mal. Utopia talvez? Não sei...
E entre os projetos de tornar a cidade um lugar melhor, recentemente temos a adaptação do Cidade Limpa, sendo implantada aqui (link para um arquivo .PDF da lei, direto do site da PMSCS, e se você tiver qualquer atividade que envolva ou que se envolva a esses aspectos, nesta cidade, por favor, leia e tire dúvidas. Vai ser melhor para você). Bom. Se é para melhorar vamos em frente...
Mas acredito que essas ações poderiam muito bem ser fruto de uma discussão entre os interessados: Poder Público e Sociedade Civil.
Voltando ao início do 'post' o que eu e os demais presentes testemunharam foi algo que até deve estar num âmbito legal, já que há lei aprovada, mas de posse de uma suave injustiça.
Logo após o aumento do IPTU - e não me venham dizer que não houve um grande aumento pois eu mostro o meu, residencial, que dos quase R$300,00 pulou para os quase R$600,00 - alguns comerciantes da cidade estão sendo minados na capacidade de comunicação com o público, inutilização de material de comunicação e também no faturamento.
Nesta lanchonete em que estive, apesar de estar num lado estritamente comercial da quadra, numa avenida de movimento, não se pode mais distribuir mesas na calçada. Nesta noite de sábado eu vi por baixo uns 20 casais chegando, pedindo mesa, e o dono tendo que explicar que não poderia atender pois havia uma determinação da Prefeitura que proibia mesas na calçada fora dos limites do imóvel... (Essa questão das mesas nem sei se é relativa somente ao Cidade Limpa ou se há outra lei)
Alguns até se posicionavam e esperavam. A maioria ia procurar outro local. Bem ou mal, a tentativa era de oferecer o melhor possível a quem ali chegava, cumprindo-se a determinação legal.
Dado momento chega a fiscalização. Viatura da Guarda Civil escoltando. Clima de pressão... Enfim, é a lei.
Só sei que ali trabalhavam de 3 a 4 garçonetes até meados de novembro, que eu vi, nos finais de semana e agora, só uma. Na questão de atividades culturais, música ao vivo nem pensar. Um músico - ou mais - que ali não conseguirá(ão) trabalho. Fora o constrangimento daqueles momentos em que casais não entendiam muito o que acontecia...
Um empreendimento que paga impostos, gera trabalho, gera receita aos fornecedores - da cidade inclusive - não mereceria um mínimo de atenção? Há um objetivo de regulamentação e isso é admirável, mas há os casos que deveriam, por respeito ao trabalho e a subsistência de um ser humano, ser avaliados de forma mais ampla, flexível, talvez até individual... Há comerciantes que não são potência, são empresários que mereceriam talvez incentivos para um crescimento, pois ajudam no final das contas, a movimentação da cidade.
Ou será que pequenos são insignificantes e indesejáveis? Não defendo 'o contra' não, mas apenas um certo cuidado em certos casos... afinal tudo está em fase de transformação... com apoio e tolerância as coisas se acertam sem prejuízo das partes.
E toda a alegria que vivi em 2009 se dissipou pois há uma distância infinita na forma de agir e pensar - talvez - entre os vários setores do Poder Público da cidade. É pra melhorar, que se melhore para todos...
Repito: Tem alguma atividade em São Caetano? Tome conhecimento das novas regras...
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